Quanto custa um Relatório de Impacto de Circulação (RIC) e o que influencia o valor do estudo?

Tráfego urbano ilustrando os custos de elaboração de um Relatório de Impacto de Circulação (RIC ou RIT)

Uma das primeiras dúvidas de quem precisa contratar um Relatório de Impacto de Circulação (RIC) é quanto custa a elaboração do estudo.

Diferentemente de alguns serviços de engenharia que podem ser orçados principalmente por área ou quantidade, o valor de um RIC depende da complexidade do empreendimento, do sistema viário que será analisado e das exigências estabelecidas pelo órgão responsável pela aprovação.

Dois empreendimentos com áreas construídas semelhantes, por exemplo, podem demandar estudos de tráfego completamente diferentes. Um pode estar localizado em uma via local com poucas interseções relevantes, enquanto outro pode estar próximo a uma rodovia, rotatória, interseção semaforizada ou corredor com elevados volumes de tráfego.

Por isso, para elaborar um orçamento adequado, é importante analisar previamente as características do empreendimento e as diretrizes aplicáveis ao estudo.

O que influencia o preço de um RIC?

O custo de elaboração de um Relatório de Impacto de Circulação pode variar de acordo com diversos fatores técnicos. Entre os principais estão:

Porte e tipo de atividade do empreendimento

A natureza e o porte da atividade influenciam diretamente a complexidade do estudo.

Loteamentos, condomínios residenciais, supermercados, atacarejos, shopping centers, hospitais, escolas, centros comerciais, indústrias e centros logísticos, por exemplo, apresentam características distintas de geração de viagens, horários de pico, tipos de veículos e padrões de circulação.

Consequentemente, cada empreendimento exige uma abordagem específica para estimar seus impactos sobre o sistema viário.

Quantidade e complexidade dos pontos de pesquisa de tráfego

As pesquisas de tráfego podem representar uma parcela importante da estrutura necessária para elaboração do RIC.

O número de pesquisadores e os recursos necessários dependem não apenas da quantidade de pontos pesquisados, mas também da configuração de cada interseção e dos movimentos que precisam ser contabilizados.

Uma interseção simples, por exemplo, pode demandar uma estrutura de levantamento muito diferente daquela necessária para pesquisar uma rotatória com vários ramos e movimentos de entrada, saída e circulação.

Dependendo da geometria e do método de pesquisa adotado, uma rotatória pode exigir mais pesquisadores simultaneamente, maior mobilização da equipe, equipamentos adicionais e posteriormente maior volume de dados para tabulação e análise.

O mesmo ocorre com interseções semaforizadas complexas, acessos rodoviários ou locais com grande quantidade de movimentos veiculares.

Por isso, ao comparar propostas para elaboração de um RIC, é importante verificar o que efetivamente está incluído no levantamento de tráfego, e não considerar apenas a quantidade nominal de “pontos de pesquisa”.

Por que a pesquisa de tráfego interfere tanto no orçamento?

O levantamento de tráfego não consiste simplesmente em contar quantos veículos passam por determinado local.

Dependendo das exigências do estudo, podem ser necessários levantamentos que identifiquem:

  • movimentos direcionais realizados em cada aproximação;
  • classificação dos veículos;
  • volumes nos horários de pico;
  • circulação de veículos pesados;
  • pedestres e ciclistas;
  • transporte coletivo;
  • filas e condições operacionais;
  • características dos acessos e interseções.

Além da atividade realizada em campo, os dados coletados precisam ser organizados, tabulados, consistidos e posteriormente incorporados às análises de engenharia de tráfego.

Por isso, pesquisas aparentemente semelhantes podem apresentar níveis de complexidade bastante diferentes.

Complexidade do sistema viário analisado

Outro fator relevante é a própria configuração da rede viária na área de influência do empreendimento.

Um estudo envolvendo poucas interseções simples tende a possuir uma estrutura diferente de outro que necessite avaliar, por exemplo:

rotatórias, interseções semaforizadas, acessos rodoviários, alças de entrada e saída, vias marginais ou corredores arteriais.

Quanto maior a complexidade operacional da rede, maior pode ser a necessidade de levantamentos, análises específicas e modelagem de tráfego.

Necessidade de análise de capacidade e simulação de tráfego

Dependendo das características do empreendimento e das exigências do órgão responsável, o RIC pode exigir análises específicas de capacidade viária e nível de serviço.

Em estudos mais complexos, também podem ser utilizados softwares especializados de engenharia de tráfego para avaliar o funcionamento das interseções e comparar diferentes cenários.

Essas análises permitem verificar, por exemplo, como determinado ponto opera na situação atual e como poderá funcionar após a implantação do empreendimento.

Quando são necessárias modelagens ou simulações mais detalhadas, o volume de trabalho técnico envolvido aumenta e isso também precisa ser considerado na elaboração da proposta.

Quantidade de cenários e horizontes de análise

Um RIC não necessariamente avalia apenas a situação existente.

Dependendo das diretrizes estabelecidas para o estudo, podem ser avaliados diferentes cenários, como:

situação atual sem o empreendimento; situação futura sem o empreendimento; situação futura com o empreendimento; e cenários considerando medidas mitigadoras propostas.

Também podem ser estabelecidos diferentes horizontes de projeto, considerando projeções de crescimento do tráfego para 5, 10, 15 ou até 20 anos, conforme as características e diretrizes aplicáveis ao estudo.

Quanto maior o número de cenários e horizontes avaliados, maior tende a ser o volume de processamento, modelagem e análise técnica.

As exigências variam de um município para outro

Outro ponto fundamental é que não existe um único modelo de RIC aplicável indistintamente a todos os municípios.

Cada Prefeitura ou órgão responsável pode estabelecer diretrizes próprias quanto à área de influência, pesquisas necessárias, metodologias de geração de viagens, análises de capacidade, documentação, projetos e medidas mitigadoras.

Em determinados casos, também pode existir interação com órgãos estaduais, federais ou concessionárias quando o empreendimento exerce influência sobre rodovias ou vias sob outras jurisdições.

Por isso, conhecer previamente as diretrizes aplicáveis ao empreendimento é importante inclusive para elaborar corretamente o orçamento do serviço.

Projetos complementares também podem influenciar o valor

Durante a análise do impacto viário, podem ser identificadas necessidades que vão além da elaboração do relatório propriamente dito.

Dependendo do empreendimento e das exigências do órgão responsável, podem ser necessários projetos complementares, como:

  • projeto de sinalização viária;
  • projeto geométrico;
  • projeto de acessibilidade;
  • adequação de acessos;
  • intervenções em interseções;
  • estudos de circulação;
  • soluções para pedestres e ciclistas.

É importante verificar na proposta comercial quais serviços estão incluídos no escopo do RIC e quais constituem projetos complementares, evitando dúvidas durante o desenvolvimento do trabalho.

Cuidado ao comparar orçamentos de RIC apenas pelo preço

Ao contratar um Relatório de Impacto de Circulação, é importante que o empreendedor não compare propostas considerando exclusivamente o valor final.

Um orçamento pode prever apenas a elaboração do relatório, enquanto outro pode incluir pesquisas de tráfego, visitas técnicas, modelagem, reuniões, revisões decorrentes da análise municipal e acompanhamento do processo.

Também é importante verificar quantos pontos de pesquisa estão contemplados, quais tipos de interseções serão levantados, quais análises serão realizadas e quais entregáveis fazem parte da contratação.

Um preço inicialmente mais baixo pode não representar necessariamente menor custo final caso serviços indispensáveis precisem ser contratados posteriormente.

Por isso, a comparação mais adequada deve considerar conjuntamente escopo, metodologia, levantamentos previstos, qualificação técnica e entregáveis.

Por que um RIC exige uma análise técnica detalhada?

O Relatório de Impacto de Circulação não é apenas um documento administrativo necessário para atender uma exigência da Prefeitura.

Trata-se de um estudo de engenharia de tráfego que busca compreender a relação entre o empreendimento e o sistema de circulação existente e futuro.

Para isso, podem ser analisados simultaneamente fatores relacionados à geração e distribuição de viagens, volumes de tráfego, geometria viária, acessos, capacidade das interseções, níveis de serviço, circulação de pedestres e ciclistas, transporte coletivo, segurança viária e projeções futuras de demanda.

A qualidade do resultado depende tanto dos dados levantados quanto da metodologia utilizada para interpretá-los.

Por esse motivo, antes de definir o valor de um RIC, é recomendável realizar uma análise preliminar do empreendimento e das exigências do órgão responsável, permitindo dimensionar corretamente a complexidade do trabalho.

Então, quanto custa elaborar um RIC?

Não existe um valor único para elaboração de um Relatório de Impacto de Circulação.

O orçamento deve ser definido após compreender o empreendimento, sua localização, as exigências do município, a quantidade e complexidade das pesquisas de tráfego, as análises necessárias e os eventuais projetos complementares.

Por isso, propostas para empreendimentos aparentemente semelhantes podem apresentar valores diferentes quando as condições de circulação e o escopo técnico necessário são analisados detalhadamente.

Precisa de um orçamento para elaboração do seu RIC?

A TZION Mobilidade atua na elaboração de Relatórios de Impacto de Circulação, Estudos de Impacto de Trânsito e demais estudos relacionados à engenharia de tráfego.

Antes da elaboração da proposta, nossa equipe pode analisar as características do empreendimento e as exigências aplicáveis ao processo, permitindo definir de forma mais adequada o escopo técnico, as pesquisas necessárias e os serviços que deverão compor o estudo.

Entre em contato com a TZION Mobilidade para solicitar uma análise inicial e um orçamento para elaboração do seu estudo de tráfego.

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